segunda-feira, 30 de maio de 2011

IV) Minhas sinceras desculpas

Fiquei pensando durante todo o dia de hoje naquele bacalhau salgadíssimo, fui trabalhar chateado, mas o dia passou.

Cheguei em casa e aquela sopa de cenouras da Vitória - nossa sercetária do lar há pelo menos 21 anos - não me agradou.

Abri o armário, localizei aquele arbório e pronto já imaginei ele no prato, mas com o quê !.

Repousando na geladeira estavam um pacote de rúcula pronta por consumo e um potinho de uns 150 gr de tomate seco.

Pronto ! abri o vinho branco, refoguei a rúcula e o tomate seco no alho (aquele tempero pronto), fiz um caldo de legumes - não tinha muito o que pensar, foi um Knor de potinho mesmo e porque não - peguei minha Wok velhinha, esquentei o azeite, fritei o arbóreo e mandei o vinho branco em cima deles.

Cada vez que o líquido evaporava colocava mais um concha do caldo de legumes, e assim até ele ficar quase al dente.

Na última concha joguei o refogado, mexendo sempre até quase secar, coloquei pedaços de manteiga gelada, a pimenta do reino moida na hora, e o parmesão.

Chamei minha família, para a degustação.

Ufa! Acho que consegui me desulpar pelo bacalhau do sábado. O elogio foi muito bom.

Ah ! vejam as fotos do Risoto de rúcula com tomate seco.

Até o próximo prato, bjs.



domingo, 29 de maio de 2011

III) O Bacalhau

Bem, pelo título já da para imaginar o que aconteceu com 1,310 kg de lombo do Cod Gadus Morhua.

Normalmente utilizo o lombo dessalgado e congelado. Dessa vez resolvi utilizar o lombo, sem pele e sem espinhas, porém salgado, comprado noutro dia num armazém da Rua Santa Rosa, próximo ao Mercadão de São paulo.

Resolvi por conta própria ignorar a tabelinha do encarte da NORGE - tem tmabém no site deles - para o dessalga do bacalhau onde consta a relação de tempo da dessalga x tipo (desfiado, postas normais, postas grossas ou postas muito grossas). No caso a recomendação era de 48h, troca de água a cada seis horas, gelo, e muito tempo disponível.

A vontade de comer o bacalhau era tanta que resolvi dessalgar conforme minha inteligência mandava.

Coloquei as postas num escorredor de arroz dentro de um "bol" e mandei pra debaixo da torneira.

Ainda bem que aqui em casa a água vem do poço artesiano. Ficou na água corrente das 12h às 18h - lí em algum lugar que em Portugal o bacalhau é colocado dentro de um "engradado tipo peneira" e colocado na correnteza do rio para a dessalga - achei que 6h seria um bom tempo prar tirar o sal do bacalhau.

Sequei bem as postas, montei num "pirex" as rodelas de batatas, lombo, alho laminado, pinoles, ovos, tomate cereja e banhei com bastante azeite. Mandei pro forno.

Depois de pronto tiramos algumas fotos - * no final - para o blog e levei para meus convidados/cobaias (Foz, Ivana, Rita, Bruna, Marcelo, Mazé e eu).

A primeira a desistir foi a Mazé (minha querida esposa), sempre com pressão acima dos 14 resolveu que era melhor ficar só no arroz, os outros comeram, menos a Bruna que não come nenhum tipo de peixe - só o atum não é peixe, segundo o rótulo "Atum Coqueiro" vem do coqueiro portanto não é peixe !!!! - e o Foz, que não come bacalhau.

Tomei água a durante toda a noite e o Marcelo, liguei pra ele agora e falou a mesma coisa, a Ivana não sei se está viva e a Rita sobreviveu ao sal.

Daí conluí que no meu caso vou continuar comprando o lombo de bacalhau dessalgado, é mais prático, rápido para fazer, e nunca mais vou errar no sal.


sábado, 21 de maio de 2011

Cheesecake de Amora - 21/05/2011

Esta receita foi publicada na revista Gosto, edição de número 19 (receita da Patrícia e Michael Brock, proprietários do Atelier de Doces Jean et Marie)


Ingredientes:


Base
1 xícara de chá de bolacha maisena, moída no liquididificador
1/2 xícara de chá de manteiga sem sal
Manteiga para untar

Creme
800 g de cream cheese original Philadelphia
150 g de ricota firme
1 1/2 xícara de chá de açúcar refinado
1/4 xícara chá de farinha de trigo sem fermento
3/4 xícara chá de leite integral
4 ovos grandes ou 5 ovos pequenos
1 pote (170 g) de iogurte integral
1 colher de chá de extrato de baunilha


Molho
1 Pote de geleia de amora (320g) Queensberry
2 Colheres de sopa de limão
6 Colheres de sopa de água mineral

Modo de fazer:
Base
Misturar, com uma espátula ou com a mão, a bolacha triturada com a manteiga derretida.
Forrar o fundo e laterais de uma forma de fundo removível alta com papel alumínio. Untar a forma. Espalhar a mistura de bolacha/manteiga pressionando com uma colher até obter uma mistura compacta. Colocar na geladeira por 30 minutos.

Creme
Utilizar batedeira, sempre, na velocidade baixa.
Esfarelar a ricota com um garfo.
Colocar o cream cheese, a ricota, o açúcar e a farinha de trigo.
Bater até a mistura ficar homogênia.
Acrescentar o leite.
Colocar os ovos, uma a um.
Colocar o extrato de baunilha.
Bater por mais 5 minutos.
Colocar o Creme sobre a Base.


Molho
Misturar a geléia, o limão e a água.
Coar.
Reservar.

Assar
Colocar o cheesecake dentro de uma assadeira com água quente.
Assar em banho-maria em forno médio, pré-aquecido à 140º, até que a superfície começe a dourar (30 a 40 minutos, dependendo do forno).
Gelar o cheesecake por 12 horas.
Desenformar.
Espalhar, grosseiramente, o molho de amora sobre o cheesecake.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

I) O início - Humm que delícia !

Olá este blog foi criado para mostrar que nada é impossível para um marido exigente e com o paladar apurado, inclusive cozinhar. Vou explicar ....

Era uma vez

Minha  esposa cozinha(va) muito bem, lógico que estou falando do passado, meados da década de 80.

Chegava em casa após 8 a 12 horas de labuta, e a pergunta de todos os dias vinha mais uma vez: o que temos para o jantar ? - todos os dias a mesma pergunta - e ai com toda sua paciência, ela descrevia o cardápio.

Ok, começávamos o jantar.

Claro que da minha parte sempre vinha uma crítica. A idéia dos meus comentários não tinha nenhuma intenção magoá-la, mas hoje tenho certeza que ela não pensava assim.

Eu achava que com a minha opinião do tipo: se tivesse passado um pouquinho mais a carne, se tivesse mais pimenta ficaria melhor, se colocasse menos azeite, faltou mais tempero ....  e assim por diante, dicas e mais dicas.

A idéia inicial de fazer da minha esposa uma cozinheira de forno e fogão não deu certo. Eu não consegui e como resultado ela NÃO cozinha mais.

... Ah !, resolvi que não vou seguir uma ordem cronológica dos acontecimentos. Vou relatando conforme for lembrando das histórias, intercalando com fotos e receitas, mesmo porque sou aprendiz nesse negócio de blog.

bjs